As buscas pelo medicamento clonazepam subiram 650% na série histórica de 2004 a 2026. No mesmo período, as buscas pela síndrome de burnout aumentaram 290%.
Apesar de não ser possível afirmar que há uma relação de causa e efeito, dados do Google Trends analisados pela Sala Digital apontam para uma correlação entre os dois temas.
Clonazepam é um benzodiazepínico usado para tratar transtornos de ansiedade, crises de pânico, síndromes psicóticas e epilepsia. O remédio está em falta no Brasil desde o segundo semestre de 2025.
Pesquisas nunca estiveram em níveis tão elevados como nesta década
Diante da escassez do remédio nas farmácias, é esperado que as buscas aumentem, mas o aumento faz parte de uma fotografia ainda maior. Mais do que a busca por onde comprar o remédio, as pesquisas relacionadas revelam um anseio da população brasileira em lidar com a insônia e a pressão do dia a dia ao longo de mais de 20 anos.
Nas consultas em alta relacionadas à medicação, há perguntas como: “Para que serve clonazepam?”; “faz dormir?”; “como tomar?”, “quantas gotas para dormir?”; “faz dormir quantas horas?”. Perguntas como essas sugerem que as pessoas buscam por medicalização sem orientação ou acompanhamento médico.
No assunto “Síndrome de Burnout”, entre as consultas mais frequentes relacionadas estão dúvidas sobre “o que é burnout”; “quais são os sintomas?”; e testes para detecção da síndrome.
Os dados mais recentes do Ministério da Previdência Social mostram que os afastamentos por transtornos ansiosos saltaram 78% em dez anos. Foram de 3.196 afastamentos em 2014 para 5.714 em 2024. Totalizando mais de 40 mil afastamentos em dez anos.
A aceleração nas pesquisas da Síndrome de Burnout e do clonazepam aparece principalmente nos últimos dez anos. O medicamento que já tinha o interesse alto em 2016 mais que dobrou, saindo de 40 pontos em 2016 para 100 pontos em 2026. A síndrome que estava em patamares mais emergentes de 5 pontos percentuais em 2016 atingiu 40 pontos em 2016.
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