PARAÍBA

Morre em João Pessoa Marcos Veloso, ator, dramaturgo e videasta

Faleceu na tarde desta quinta-feira, 22 de janeiro, em João Pessoa, Marcos Antonio Veloso do Nascimento, aos 74 anos. Ator, diretor, dramaturgo e cineasta, Marcos Veloso foi uma figura marcante da cena cultural paraibana, deixando um legado expressivo no rádio, no teatro e no audiovisual. Natural de Itabaiana, era casado, deixa filhos, amigos e uma trajetória dedicada à cultura popular.

Marcos Veloso foi um dos fundadores do programa Alô Comunidade, da Rádio Tabajara FM, onde integrou a bancada ao lado de Fábio Mozart e outros radialistas, contribuindo para debates e reflexões sobre cultura, cidadania e comunicação popular. Seu trabalho no rádio foi pautado pelo diálogo sereno, pela escuta atenta e pelo compromisso com as causas coletivas.

Marcos Veloso e Sérgio Ricardo em frente à Rádio Tabajara FM, após reunião com a direção da EPC – Empresa Paraibana de Comunicação

O comunicador e produtor cultural Sérgio Ricardo relembra a convivência com Marcos Veloso e destaca seu perfil humano e profissional.
“Conheci Marcos Veloso há cerca de dez anos, em um programa de rádio experimental em um bairro de João Pessoa. De cara, nos tornamos amigos. Ele tinha um jeito calmo e tranquilo de falar ao microfone e de opinar nas reuniões. Trabalhei com Marcos em alguns projetos culturais pela Sociedade Zé da Luz, onde ele já foi presidente e integrava a direção atual. Marcos era um cara de boas ideias e profundamente comprometido com a cultura da Paraíba”, afirmou.

Contribuições para a cultura paraibana

Marcos Veloso em cena do filme No Silêncio da Noite, interpretando um delegado. Longa-metragem dirigido por Jacinto Moreno, com roteiro original de Noaldo Brito e adaptação livre de Jacinto Moreno

Ao longo de sua trajetória, Marcos Veloso teve papel fundamental em diferentes frentes culturais:

Cinema e audiovisual – Dirigiu produções marcantes da Sociedade Zé da Luz, como o filme “Boi de Menino”, reconhecido em eventos culturais da região.

Documentários históricos – Esteve à frente da direção do documentário “A Lista de Irene”, que resgatou a memória do Grupo Experimental de Teatro de Itabaiana, valorizando a história e a trajetória de artistas locais.

Gestão cultural – Durante sua presidência na Sociedade Zé da Luz, fortaleceu a entidade como espaço de preservação da cultura popular, incentivando atividades artísticas e ampliando a visibilidade da produção cultural.

Parcerias institucionais – Buscou diálogo com órgãos públicos e instituições culturais, garantindo apoio a projetos e ampliando o alcance das ações da entidade.

Marcos Veloso também foi presidente da Federação Paraibana de Teatro Amador (FPTA), dirigiu espetáculos como “A Peleja de Lampião com o Capeta”, de Fábio Mozart, montado pelo Grupo Oficial da FPTA, e esteve à frente da entidade nos anos 1980, período em que obteve o registro no Conselho Nacional de Serviço Social e o reconhecimento de utilidade pública municipal e estadual.

Fábio Mozart, parceiro de Veloso em diversos projetos culturais, destacou a dimensão humana e institucional da perda.
“Muitas vezes, instituições como a Sociedade Zé da Luz se fortalecem justamente pela memória e pelo trabalho de pessoas que dedicaram parte da vida ao coletivo. Esse tipo de desfalque é sentido tanto no plano institucional quanto no afetivo, já que envolve vínculos de amizade e respeito”, declarou.

A morte de Marcos Veloso representa uma grande perda para a cultura paraibana, mas sua obra e sua dedicação permanecem vivas na memória dos que conviveram com ele e nos inúmeros projetos que ajudou a construir ao longo de décadas.

Redação/DiárioPB

 

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